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O futuro das máquinas agrícolas: expectativas para 2026 na visão de Artur Monassi

Depois de um longo período de retração, o mercado de máquinas agrícolas começa a enxergar sinais de mudança no horizonte. A recuperação não deve ser imediata nem marcada por saltos abruptos, mas 2026 desponta como um ano de ajuste, reorganização e retomada gradual, impulsionado por fatores econômicos, tecnológicos e por uma demanda represada no campo.

Essa é a avaliação de Artur Monassi, fundador do Grupo Tracan e conselheiro da Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto (Abag/RP), em entrevista ao AgFeed.

O futuro das máquinas agrícolas expectativas para 2026 na visão de Arthur Monassi

Um setor marcado por anos desafiadores

Desde 2024, o mercado de máquinas agrícolas enfrenta um cenário adverso, sustentado por um tripé que travou investimentos: juros elevados, preços pressionados das commodities e aumento da inadimplência no crédito rural. Diante desse contexto, muitos produtores optaram por postergar a renovação da frota e preservar liquidez.

Segundo Artur Monassi, fechar um ano “andando de lado” ou com uma queda moderada já pode ser interpretado como um sinal de estabilização, considerando o histórico recente do setor. Para 2026, a expectativa é de um crescimento moderado, entre 3,5% e 4% no volume de vendas, em linha com projeções de entidades do segmento.

Juros mais baixos e o impacto nas decisões de investimento

A possível mudança no ciclo de juros surge como um dos principais fatores de esperança para o setor. Mesmo antes de cortes efetivos, a melhora nas expectativas já começa a influenciar o comportamento do produtor, trazendo mais previsibilidade para o planejamento de médio e longo prazo.

“Só a mudança de expectativa em relação ao juros é positiva para mudar o clima do setor para melhor”, avalia Monassi. Como grande parte das vendas de máquinas depende de financiamento, qualquer sinal de flexibilização no crédito tende a destravar decisões que ficaram represadas nos últimos anos.

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Tecnologia como resposta à busca por eficiência

Outro ponto central destacado por Artur Monassi é o avanço da tecnologia como aliada da retomada. Máquinas mais eficientes, conectadas e alinhadas a práticas sustentáveis ganham relevância à medida que o produtor busca reduzir custos, otimizar recursos e elevar a produtividade.

Entre as principais apostas do setor estão:

  • Máquinas movidas a etanol, com redução de emissões, ruído e dependência do diesel;

  • Inteligência artificial embarcada, capaz de otimizar aplicações, reduzir desperdícios e aprimorar o controle operacional;

  • Conectividade e gestão remota, permitindo decisões mais rápidas e precisas no campo.

Essas soluções deixam de ser apenas tendência e passam a integrar a estratégia de competitividade do agronegócio brasileiro.

O avanço das máquinas de menor porte

Artur também chama atenção para o crescimento das máquinas de menor potência, especialmente tratores abaixo de 70 cavalos. Esse segmento apresentou desempenho positivo recente e deve continuar ganhando espaço.

Entre os fatores que explicam esse movimento estão:

  • Menor índice de inadimplência entre pequenos e médios produtores;

  • Maior acesso a linhas de crédito direcionadas;

  • Demanda crescente por mecanização em propriedades de menor escala.

Apesar da entrada de marcas asiáticas nesse nicho, Monassi destaca que a preferência pelos produtos fabricados no Brasil segue forte, especialmente pela confiabilidade, qualidade do pós-venda e proximidade da assistência técnica.

Renovação de frota: uma necessidade adiada

Mesmo com um ambiente ainda desafiador, há uma demanda latente por renovação de frota, sobretudo entre médios e grandes produtores. Máquinas mais antigas elevam custos de manutenção, aumentam o consumo de combustível e reduzem a eficiência operacional.

O futuro das máquinas agrícolas: expectativas para 2026 na visão de Arthur Monassi Máquinas movidas a etanol, com redução de emissões, ruído e dependência do diesel Inteligência artificial embarcada, capaz de otimizar aplicações, reduzir desperdícios e aprimorar o controle operacional Conectividade e gestão remota, permitindo decisões mais rápidas e precisas no campo Essas soluções deixam de ser apenas tendência e passam a integrar a estratégia de competitividade do agronegócio brasileiro. O avanço das máquinas de menor porte Arthur também chama atenção para o crescimento das máquinas de menor potência, especialmente tratores abaixo de 70 cavalos. Esse segmento apresentou desempenho positivo recente e deve continuar ganhando espaço. Entre os fatores que explicam esse movimento estão: Menor índice de inadimplência entre pequenos e médios produtores Maior acesso a linhas de crédito direcionadas Demanda crescente por mecanização em propriedades de menor escala Apesar da entrada de marcas asiáticas nesse nicho, Arthur destaca que a preferência pelo produto nacional segue forte, especialmente pela confiabilidade, qualidade do pós-venda e proximidade da assistência técnica.

A Tracan diante do novo ciclo do setor

Com presença consolidada em importantes regiões agrícolas do país, a Tracan acompanha de perto as transformações do setor e segue investindo em tecnologia, atendimento e soluções completas para o produtor rural.

Mais do que comercializar máquinas, o momento exige orientação, parceria e visão estratégica, apoiando o produtor na tomada de decisões seguras em um cenário que ainda impõe desafios, mas também abre espaço para novas oportunidades.

Um 2026 de retomada responsável

O consenso entre especialistas é claro: 2026 não será um ano de euforia, mas pode marcar o início de uma retomada mais saudável e sustentável para o mercado de máquinas agrícolas. Juros mais baixos, inovação tecnológica e maior previsibilidade econômica tendem a criar um ambiente mais favorável para o agronegócio brasileiro.

Como reforça Artur Monassi, o caminho passa por planejamento, eficiência e escolhas bem fundamentadas. E a Tracan segue ao lado do produtor nessa jornada.

Confira a entrevista completa no AgFeed.

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